Perb muita vida, pouca visitação - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Foto: Marcos Pertinhes

O Parque Estadual Restinga Bertioga (Perb), instituído em dezembro de 2010, possui uma área de nove mil hectares, que abrange praticamente toda a extensão da cidade. Como proteger este bem e, ao mesmo tempo, criar oportunidades de emprego e renda para a comunidade bertioguense é a questão atual, já que, passados dois anos desde a sua instituição, o parque ainda não conta com o Plano de Manejo, instrumento que funciona como um plano diretor da área, pois define o que vai ser feito no local e como será feito, a exemplo do uso turístico. 

Foto: Marcos Pertinhes

O prazo para se definir o documento é de cinco anos. As discussões relacionadas ao projeto estendem-se há meses e o gestor do Perb, Carlos Sérgio dos Santos, sinaliza no sentido de que ele seja finalizado no primeiro semestre de 2014. Isto porque o Termo de Referência (documento que descreve bens necessários para Unidade de Conservação, como veículos, móveis e objetos) deve ficar pronto ainda no atual semestre, o que dá condições para a execução do Plano de Manejo.

Foto: Marcos Pertinhes

A visita monitorada em áreas específicas do parque pode futuramente se tornar uma das fontes de renda geradas pela área, desde que prevista no Plano de Manejo. “Tivemos uma corrida de aventura há dois meses, da empresa Chauás. Os competidores passaram por áreas do parque. Mas um projeto foi apresentado para isso”,informou o gestor. 

Foto: Marcos Pertinhes

Santos diz que, se a visitação for prevista no Plano de Manejo, deverá ser conduzida por um monitor ambiental. Os monitores contratados pela gestão do parque deverão ter curso superior nas áreas de gestão ambiental, biologia e/ou engenharia ambiental. O gestor lembra que, o mais comum, são agências de turismo realizarem essa terceirização e venderem pacotes para turistas. Dessa forma, o monitor será adequado ao tipo de público. 

Foto: Marcos Pertinhes

Outra possibilidade de geração de emprego e renda na área seria por meio da instalação de hotéis sustentáveis, ou hotéis de selva, muito difundidos em regiões preservadas, como Pantanal, no Mato Grosso, e Amazônia. Carlos afirma que a lei já permite este tipo de implantação em Unidades de Conservação (UC) no estado de São Paulo, mas ainda não há interesse de empresas em investir  neste ramo em Bertioga. Segundo ele, como a cidade é litorânea, os turistas são atraídos pelas praias. “Pode haver exceções na área que abrange a praia de Itaguaré, mas, por enquanto, não é uma realidade”, declara. 

Foto: Marcos Pertinhes

Sobre o perfil de atração do Perb,  atualmente, Carlos diz: “É mais provável que o público se interesse em fazer visitas curtas, ir a uma cachoeira, fazer uma trilha, apenas isso”. Segundo o gestor, hoje, quem se beneficia da existência de um parque são os hotéis que estão de fora. “Isso gera renda para a cidade”.     


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