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O Sesc Bertioga fincou suas raízes na cidade e trouxe consigo um exemplo de preservação do meio ambiente, aliada ao entretenimento e a um polo gerador de empregos.

O alto padrão de qualidade, marca registrada do Serviço Social do Comércio (Sesc), instituição pública sem fins lucrativos, de âmbito nacional, criada e mantida por um grupo de empresários, em 1946, foi integralmente aplicado em uma de suas primeiras sedes, a de Bertioga. Nos idos de 1948, quando aqui chegou, chamava-se Colônia de Férias Ruy Fonseca. Hoje, Centro de Férias Sesc Bertioga, ponto de referência na cidade e na vida de grande parte de seus moradores, todos o chamam familiarmente de Sesc.  

O imenso espaço encravado entre a MataAtlântica e a praia da Enseada foi decisivo no momento da escolha da cidade, na qual se construiria a unidade que nasceu para ser modelo para oBrasil. Já naquela época, a preservação do meioambiente fazia-se presente na forma de uma esta-ção própria de tratamento de água e esgoto. Hoje,38 mil metros quadrados estão construídos e 995mil m² são de área verde preservada.

O conceito primordial da instituição era beneficiar os empregados das empresas e suas famílias, oferecendo-lhes um local para passar as férias com qualidade e baixo custo, algo inovador por si próprio, pois, naquela época, apenas uma elite privilegiada reservava espaço para o lazer. Tal conceito persiste até hoje, mas foi, ao longo do tempo, acrescido de atividades profissionalizantes, culturais e de lazer. 

No início, só a aventura de se chegar a Bertioga já constituía uma parcela considerável do passeio. A então colônia hospedava cerca de 200 hóspedes de cada vez; hoje, abriga por volta de mil, como explica Marcos Roberto Laurenti, gerente do Sesc Bertioga: “Antigamente, durante a baixa temporada, os idosos eram os que mais a frequentavam. Mas isso mudou ao longo do tempo. Atualmente, existe uma oferta de pacotes para todos os finais de semana, num total de 450 leitos. Diante disso, temos um perfil parecido com a alta temporada nos finais de semana”.

De polo de atração de lazer, a colônia transformou-se em geradora de empregos. “Certamente, o Sesc foi, por muito tempo, o grande empregador para a cidade de Bertioga. Outra característicacomum era encontrar avós que trabalharam paraa empresa, depois filhos e netos. Assim, o Sescsempre foi um parceiro da cidade não só comoempregador, mas também em parcerias institucionais, sempre de portas abertas para a cidade”. 

Sempre presente nos principais eventos da cidade, sua sede abrigou debates de candidatos à primeira eleição da cidade, cuja apuração e posse do prefeito ocorreram também em suas dependências. Aliás, ainda hoje, os grandes eventos populares de Bertioga são realizados em suas dependências.

Na suas mais de seis décadas de vida, presenciou fatos inusitados, a exemplo de uma ocasião memorável, como conta Laurenti, quando uma baleia encalhou na praia, bem em frente ao Sesc. As equipes do Corpo de Bombeiros tentaram devolvê-la ao mar, sem sucesso. Três anos após ter sido enterrada na praia, a instituição retirou a ossada da baleia e a remontou em 1992, com o objetivo de expô-la aos visitantes do Centro de Educação Ambiental (CEA). “Foi uma operação de guerra, porque eram ossos pesados, além de todo o trabalho de tratamento da ossada”.

A preservação ambiental da instituição está presente também no projeto Ave e Fauna no qual as espécies exóticas, plantadas nos primórdios do Sesc, são gradativamente substituídas pelas plantas nativas. Tal medida atraiu várias  espécies de aves. No início do projeto eram cerca de 40 tipos de pássaros que pousavam na mata do entorno, hoje, mais de 160 circulam pela área. Resultado positivo até para o aspecto turístico, uma vez que os amantes de aves vão ao Sesc, para uma atividade de observação.

No setor turístico, o Sesc estimula a visitação de grupos por meio de passeios de um dia. Segundo Laurenti, são 450 ingressos/dia, o que contribui para que o turista seja estimulado a visitar mais vezes não só a colônia, mas também a cidade e se hospede em outras pousadas locais.

Atualmente, desenvolve uma ação voltada à educação para a sustentabilidade, com o objetivo de implantação de uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPN), dentro da instituição, na gleba quatro, o que representa cerca de 200 campos de futebol. Laurenti explica: “Estamos em fase final dessa reserva, preservando uma área em um estágio elevado de recuperação. Com a sua criação, iremos assegurar a preservação de forma a realizarmos pesquisas e visitação naquela região.A ideia é ser um ponto de partida para desenvolvimento de projetos e geração de renda, e a finalidade é criar os projetos pensados em parceria com a comunidade”. A RPN encontra-se em fase de estudo de um plano de manejo, para o qual o Instituto Eco Futuro foi contratado.  


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