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A trajetória de dona Zefinha, na construção de sua vida familiar e profissional, seguiu em paralelo com a de umas das mais respeitadas instituições do Brasil.

Foto: JCN

Uma vida construída passo a passo ao lado de uma das mais respeitadas instituições do Brasil, o Sesc. Assim foi a trajetória de dona Zefinha, uma de suas primeiras funcionárias. Poucos sabem seu nome: Josefa Gila Pereira, mas todos conhecem esta simpática senhora de 88 anos, chegada de Aracaju, capital de Sergipe, em 1943.

Assim que chegou a Bertioga, hospedou-se na casa de uma amiga, até que foi possível construir uma casinha feita com madeira de caixotes e coberta com sapê. Poucos anos depois, casou-se e seu marido Oscar Dantas, que já trabalhava no Sesc, inaugurado em 1948, a levou para lá e passaram a morar no trabalho, a exemplo de outros funcionários da colônia, naquela época.

Para dona Zefinha, o Sesc representa tudo o que construiu. Chegou do Nordeste sem nada, e, mesmo com pouca leitura, a empresa a acolheu muito bem. Mas, antes de começar no Sesc, ela tinha que se levantar às cinco horas da manhã, para lavar a roupa na única torneira com água que havia fora das dependências da instituição.

Foto: JCN

No ambiente de trabalho, fez muitas amizades e quando se reunia com as amigas contava histórias nordestinas. De uma delas surgiu a ideia da Festa das Mães, realizada até hoje no bairro Rio da Praia. Segundo conta, a primeira festa foi realizada em sua casa, depois passou  para a sede da Associação dos Amigos do Bairro Rio da Praia, a antiga Samjarp. Atualmente, a festividade ocorre na Capela Nossa Senhora do Bom Conselho, construída com o empenho pessoal de dona Zefinha e moradores do bairro.

Muito católica, trouxe de sua terra natal o legado da avó, que fazia a festa de Santa Luiza, da qual tirou a ideia de fazer um leilão com mercadorias doadas,  para ajudar na construção da capela; parte do dinheiro era guardada para a festividade do ano seguinte. Junto com outras colegas,  batia de porta em porta, convidando os moradores para fazer parte da missão.  

Entre suas atividades em prol da capela, ela ajudava as pessoas carentes, oferecendo trabalhos de roçada, por exemplo. Desta época, Zefinha recorda-se de coisas boas, como as festas julinas em sua casa. “Até tapete colocava na rua. Tinha Festa de Reis, e o pessoal vinha da Prainha [no Guarujá] cantando o reisado, e dávamos coisas para eles comerem e beberem. Todos se reuniam e ficavam nas portas para ouvir a música”.

 Atualmente menos ativa na comunidade, por causa das limitações da idade, Zefinha não abre mão de ser partícipe da organização da Festa das Mães.  


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