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Dois empresários uniram o espírito visionário de um, e a ousadia do outro, para construir um dos maiores projetos urbanísticos do país.

A Riviera de São Lourenço, um condomínio modelo conhecido nacional e internacionalmente, surgiu após um encontro entre dois empresários, por volta de 1979. Um deles, Luiz Carlos Pereira de Almeida, proprietário da Sobloco Construtora, foi convidado pelo amigo José Aparecido Ribeiro, proprietário da empresa Praias Paulistas SA, para fazer um sobrevoo de helicóptero em uma grande área  localizada no litoral, no então distrito de Santos, a Vila de Bertioga. 

Foto: JCN

Luiz Carlos lembra-se bem: “Ele [Ribeiro] já havia comentado sobre essa área e me senti atraído pelo que ele descrevia”. Almeida relutava em instalar um empreendimento de tal porte em uma área ainda muito remota e de difícil acesso. “Só chegávamos a Bertioga pela balsa, que fazia a travessia pelo canal”. Mesmo assim, ele resolveu fazer o sobrevoo.

Foto: Foto Nativa

 Almeida lembra que já existia o traçado da rodovia Rio-Santos e da rodovia Piaçaguera, em Guarujá, até o rio Itapanhaú, em Bertioga. Depois do rio, o traçado seguia até o litoral norte. A falta de uma ponte sobre este importante e grande rio impossibilitava a circulação de veículos pela rodovia. “Quando voltávamos, verifiquei o sinal da fundação de uma ponte sobre o rio Itapanhaú. Com aquela visão, eu sabia que tudo iria mudar completamente. Com a falta da ponte, Bertioga não tinha condições de grande desenvolvimento, mas tinha muita qualidade humana, com uma comunidade que  amava suas raízes. E eu acreditei”.

 A ponte começou a ser construída e os projetos para a implantação de um grande plano urbanístico começaram a surgir. Almeida lembra que os proprietários da gleba, as famí- lias Ribeiro, Levy e Melo Peixoto, já pleiteavam a divulgação do empreendimento. “Começamos a fazer a obra, mas não podíamos divulgar porque o acesso ainda era precário”.

Foto: JCN

 Influenciado pelo espírito visionário de Ribeiro e por sua intuição, Almeida conta que autorizou a instalação do canteiro de obras em janeiro de 1980. Os arquitetos Benno Perelmutter e Oswaldo Correia Gonçalves foram contratados, para elaborar o projeto de  urbanização,  sempre pensando na preservação ambiental e na qualidade de vida. Em março de 1984, a ponte foi inaugurada, e a implantação da Riviera de São Lourenço seguia a todo vapor.  

A área contava com todas as condições técnicas e geológicas para as obras do sistema viário e para a delimitação dos lotes, sempre com foco na preservação ambiental. O diretor-gerente da Praias Paulistas SA, Manoel Campos Sales, explica: “Nunca houve uma divulgação maciça do empreendimento, foi uma adesão natural dos proprietários, que passavam uns para os outros”. Segundo ele, o sucesso da Riviera de São Lourenço deve muito à sua preservação ambiental. “Naquela época, as  pessoas já desejavam olhar o mundo com essa consciência ambiental”.

Foto: JCN

Campos Sales, filho de um dos advogados da Praias Paulistas SA, frequenta Bertioga há 57 anos e se lembra do espírito visionário de Ribeiro, falecido em 1994: “Ele via o futuro. E se associou às pessoas certas. Por isso, o empreendimento é esse sucesso”.

Outra qualidade de José Aparecido Ribeiro era seu dinamismo. O diretor lembra que ele passou a integrar a comunidade de Bertioga. “Ele sabia se relacionar, era conhecido por todas as famílias de Bertioga, os Bichir, os Nehme, os Pinto, e outros líderes políticos, como Licurgo Mazzoni, o homem forte do movimento emancipacionista de Bertioga. Ele tinha uma integração perfeita com todas as raízes da terra e apoiou o movimento de emancipação”, movimento que tornou Bertioga município, em 1991. 

Foto: JCN

O contato com as famílias tradicionais de Bertioga também é lembrado por Almeida. Para ele, era nítido o amor pelas raízes e pela terra. “Hoje, vejo a preciosidade de Bertioga, sempre amada e preservada por gente de primeira qualidade”.

Foto: JCN

 Atualmente, grande parte do empreendimento já está implantada, com base nas mesmas características de 30 anos atrás. Sua importância para o desenvolvimento de Bertioga é tão relevante que, falar de uma, subtende-se falar da outra. O empreendimento trouxe emprego, renda, publicidade e padrão de  qualidade modelo para as obras imobiliárias que vieram a seguir. Três décadas após a pedra inaugural, mantém-se vivo o espírito dos empreendedores de respeito à terra, à preservação ambiental, à sua gente, e ao desenvolvimento social.  


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