Riviera, patrimônio de Bertioga - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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 Cada vez mais, fica patente a necessidade de os municípios trazerem parceiros, que invistam na cidade. 

Contando com orçamentos limitados e pesadas responsabilidades, em especial com a saúde, educação, transportes, moradia,  iluminação pública e saneamento básico, os municípios devem se constituir em polos atrativos para o turismo, indústrias, arranjos produtivos e empresas de distintos setores, capazes de fomentar sua economia, criar empregos  e prover o seu desenvolvimento. 

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Em Bertioga, temos um exemplo vivo e claro de como a parceria privada pode contribuir – e muito – com o desenvolvimento de um município. E, neste caso, não é só o desenvolvimento econômico, mas também o social e o ambiental. Temos aqui um exemplo de desenvolvimento sustentado. Fala-se, aqui, da Riviera de São Lourenço.

 Desde 1991 – data em que Bertioga conquistou sua independência administrativa –, a Riviera tem contribuído para movimentar a economia do município (ver quadro) e implantar programas sociais e ambientais voltados para a formação de cidadãos responsáveis e compromissados com seus conterrâneos, com a cidade e com o meio ambiente em que vivem. É assim com o Programa Clorofila de Educação Ambiental e a Funda- ção 10 de Agosto, ambos com mais de 20 anos de trabalhos ininterruptos, além do Programa Vida Saudável, com 10 anos, e que atende crianças e jovens do bairro.

 Em se plantando, tudo dá!

 Escrita há mais de 500 anos, a frase antológica de Pero Vaz de Caminha sobre a terra brasileira pode ser bem aplicada a um programa atual, que vem modificando, positivamente, comportamentos e hábitos das crianças e jovens de Bertioga. Isto começou em 1992, quando implantado pela Sobloco o Programa Clorofila, com o objetivo de levar a educação ambiental a escolas públicas e particulares de Bertioga, formar cidadãos com maior consciência ecológica e incentivar a comunidade a adotar práticas sustentáveis. No mesmo ano, o Programa deu seu primeiro fruto: o Prêmio Atitude Ambiental, que, desde então, premia anualmente os melhores trabalhos escolares sobre temas relacionados à questão ambiental, como a reciclagem de lixo, o uso consciente da água, o consumo responsável, o desperdício e outros. 

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Essa premiação abriu caminho para outro importante fruto do Programa original: o Projeto Clorofila, que levou adiante a ideia de utilizar o plantio de hortas e jardins no espaço das escolas do município como instrumento pedagógico, envolvendo os alunos, sob a orientação de professores, e com a assessoria técnica constante de educadores ambientais. Nos anos seguintes, o Clorofila estabeleceu parcerias com as escolas da rede de ensino de Bertioga – hoje totalizam mais de 20 escolas parceiras –, atendeu mais de 12 mil estudantes, conquistou o apoio da população e expandiu suas atividades com cursos, palestras e vivências na natureza dirigidas aos professores. A Sobloco criou eventos cívicos, educativos e comemorativos com a participação de crianças e jovens. Por exemplo, o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) jamais passa em branco e tem sido celebrado das mais criativas maneiras: passeios ciclísticos, revoada de pipas, plantios simbólicos, feiras do meio ambiente e até a Parada Ecológica, que fez história na cidade por reunir, nas ruas de Bertioga, mais de 5 mil pessoas de todas as idades.

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 Em 2008, o Programa Clorofila também promoveu o estudo da Agenda 21 —, documento lançado em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento —, que pode ser definido como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis. Especialmente dirigido a professores e alunos representantes das instituições de ensino de Bertioga, esse estudo estimulou a comunidade escolar a adotar medidas de proteção ambiental e a agir de acordo com os ideais de sustentabilidade. O programa levou, ainda, à formação de Comissões de Meio Ambiente (CMA) com a participação de alunos que planejam, lideram e multiplicam ações educativas voltadas para práticas sustentáveis dentro e fora da escola.

Pamella Vieira Leite, 14 anos, é um bom exemplo das atividades da Comissão de Meio Ambiente de sua escola. Ela estuda na EE Vista Linda e se sente comprometida com o processo de conscientização ambiental. “Aprendemos coisas práticas, como reaproveitar papel e não desperdiçar alimentos, e acabamos influenciando nossos colegas, familiares e amigos”, afirma ela, fazendo questão de completar: “tento colocar o que eu aprendo no meu dia a dia! Gosto dessa atividade. Para mim, é tudo muito novo e fico feliz em saber que, mesmo depois que eu sair da escola, outros alunos continuarão esse trabalho.” 

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A importância das boas práticas propostas pelo Projeto Clorofila também é destacada pela professora Andrea Lanças, coordenadora da Escola Jardim Vicente de Carvalho. “Esse projeto pedagógico é muito estimulante e, além de criar consciência ecológica, é também um instrumento de mudança comportamental de alunos, professores e até de familiares. De fato, notamos alterações positivas no comportamento das crianças em sala de aula e em casa; muitos pais costumam colaborar efetivamente com o projeto e nós, professores, nos sentimos estimulados a ampliar nossos conhecimentos ambientais e a colocá-los em prática.”  

Ao som da música 

As atividades propostas pela Riviera com os jovens  e crianças da cidade não se limitam às paredes das escolas. Com frequência, ao passar pela Alameda das Borboletas, no próprio bairro, podem-se ouvir  acordes de uma orquestra, a suavidade de um coral de jovens ou até uma batucada. Por trás de todas essas formações musicais estão alunos dos cursos de música da Fundação 10 de Agosto, entidade sem fins lucrativos sediada na Riviera, cujo objetivo é proporcionar educação e qualificação profissional para a população do município, permitindo que cada indivíduo conquiste melhores condições de vida e de trabalho. Criada pelo fundador da Sobloco em 1993, Luiz Carlos Pereira de Almeida, a entidade já atendeu mais de 13 mil pessoas oferecendo oficinas gratuitas de artes e ofícios para crianças e jovens - que incluem iniciação musical, aprendizado de vários instrumentos e artes manuais, como marchetaria - e cursos profissionalizantes, de qualificação profissional para jovens e adultos.

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 Os resultados positivos desse trabalho são reconhecidos por pais e alunos da Fundação. Luís Felipe Ramos de Oliveira, 15 anos, e aluno da Fundação 10 de Agosto desde 2008, seguiu o roteiro completo de formação musical: teoria, coral, flauta, violino e, agora, orgulha-se de ser membro da orquestra infanto-juvenil da entidade. “Gosto muito de boa música e adoro o ambiente da Fundação. Fiz amigos e também trouxe amigos para cá, e todos os que vieram gostaram e permaneceram, porque o trabalho realizado aqui é muito sério.” Com ele, concorda sua mãe Célia Maria: “A Fundação é uma entidade que a gente pode confiar. Quando Luis Felipe está lá, sei que está seguro. Além disso, percebo que graças ao violino e ao estudo de música, ele se tornou um aluno mais atento.”

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 A Fundação 10 de Agosto completa 22 anos em franco processo de expansão: em 2015, além dos cursos já tradicionais, passou a oferecer Equitação Especial; Panificação; e Corte e Costura. Também formalizou importantes parcerias com  a Associação Cultural Internacional da Criança e Adolescente (Acica) e o programa Boraceia Viva, objetivando implantar o seu projeto Música para Todos em outros bairros de Bertioga – o primeiro a ser beneficiado foi o bairro de Vista Linda.  

Esporte e cultura

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Outro importante programa social, chamado“Vida Saudável”, foi implantado e é coordenado pela Associação dos Amigos da Riviera (AARSL). Em seus dez anos de funcionamento, já atendeu aproximadamente três mil crianças e adolescentes, oferecendo uma programação socioeducativa, cultural, esportiva e recreativa para alunos das escolas localizadas na Riviera e, também, para filhos de caseiros, zeladores e funcionários da Associação. O trabalho da Associação dos Amigos da Riviera não para aí. A entidade proporciona, para jovens da comunidade, o primeiro emprego, na condição de menor aprendiz, dando a estes a oportunidade de, no futuro, serem colaboradores efetivos.  


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