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A política não fazia parte dos planos do jovem arquiteto, formado em São Paulo, e já de olho na florescente Bertioga, onde montou,  em 1979, um escritório de arquitetura junto com o cunhado Joaquim Aleixo Passos. Nascido em Batatais, Mauro Orlandini já vislumbrava o desenvolvimento da cidade, uma vez que a construção civil estava a pleno vapor. 

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Ele exerceu sua profissão na região por cinco anos, até ser nomeado administrador regional de Bertioga, em 30 de julho de 1984, pelo então prefeito de Santos Oswaldo Justo. Na época, a legislação estabelecia curso superior como pré-requisito para ocupar o cargo, e sua atuação profissional e pessoal na cidade foi determinante para a escolha. Orlandini aceitou o desafio, mas não imaginava que pudesse ter, na política, uma atuação positiva em prol de uma comunidade. “Tínhamos a tarefa de implantar e estruturar o município. Nos instalamos onde era a administração regional, e a Câmara se instalou no meu escritório de arquitetura, o que me orgulha. Foram momentos difíceis, quando a comunidade, principalmente as famílias mais antigas, participou”.

 A prioridade, então, era fazer o alicerce; criar a estrutura. “Sempre tive uma preocupação muito maior com a base do que com as coisas que são visíveis. Claro que prefeito gosta de fazer avenidas, praças, escolas e creches, mas a fundação é importante”. 

Assim que Bertioga emancipou-se e fizeram-se as primeiras eleições para o Executivo e Legislativo, Orlandini candidatou-se a prefeito e venceu. Ele diz: “Na primeira gestão, pude desenhar o brasão de armas da cidade, o que me orgulha muito”. Hoje, em seu terceiro mandato, ele diz estar satisfeito, mas um pouco frustrado por não ter conseguido muitas outras coisas. “Fiz uma atuação serena, pé no chão, olhando para o futuro. Sei que minha tarefa é essa. Quando decidimos ter cursos de cultura e esportes para uma comunidade de 53 mil habitantes, 8 mil são alunos desses cursos. Essa meninada é quem fará a grande diferença para tocar a cidade. Quando falamos dos cursos oferecidos atualmente, pensamos não só na estrutura física, mas no fortalecimento da família. Não adianta ter 33 quilômetros de praia, o primeiro forte do Brasil, trilhas, se não houver uma comunidade minimamente satisfeita”.

 Na opinião de Orlandini, a preservação ambiental é muito importante, um verdadeiro tesouro. “São 98% do território comprometidos com a questão ambiental. Há uma convergência de intenções. Claro que devemos ter um equilíbrio da preservação com o desenvolvimento do município”. Dessa forma, Orlandini afirma que os 2% restantes terão que pagar a conta dos 98%. Quando foi criado o Parque da Restinga, com 100 milhões de metros quadrados, houve uma perda de potencialidade do município para implantar os loteamentos, que virariam recursos, tributos, geração de empregos. Se, por um lado, houve uma perda, por outro teve um enriquecimento na questão ambiental para Bertioga. “É a galinha de ovos de ouro para a cidade. Precisamos equilibrar e sustentabilidade, e saber fazer isso com as condições oferecidas”, explica o prefeito.

 Para Orlandini, a identidade e a simplicidade foram fatores fundamentais para que conquistasse uma terceira gestão, bem como a relação com a cidade. “O que quero deixar é muito maior do que um cargo. Ser da comunidade e o objetivo claro do que sonho para o município, talvez tenha sido o maior tempero, para ser escolhido por três vezes, e disso tenho um grande sentimento de gratidão.  


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