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 O desenvolvimento atual de Bertioga foi sedimentado com a ajuda de valores e esforços de pioneiros, que deixaram seus legados aos filhos e netos. São histórias de vida semelhantes, mas únicas na dificuldade de sobrevivência e adaptação de cada uma. José Nunes Viveiros, o conhecido vice-prefeito Zeca do Gás, até que foi um privilegiado. 

Seus avós vieram de Portugal para o Brasil, em 1919. Naquela época, para entrar no país, era necessário uma carta convite; por sorte, seus tios-avós já estavam por aqui. Em 1949, seus pais e avós vieram para Bertioga. De início, trabalharam para uma família aqui residente e, posteriormente, compraram um grande terreno, onde hoje se localiza o bairro Albatroz e, nele, implantaram um bananal.

Foto: Arquivo familiar

 Zeca foi para São Paulo e lá casou e teve dois filhos, mas voltou para trabalhar com uma tia. “Tia Maria tinha um bar em Bertioga, no camping Humaitá, e já estava cansada de trabalhar. Então voltei e o administrei por 16 anos; em 1976, montei o depósito de gás”.

 Ele conta que começou vendendo dois ou três botijões por dia. Hoje, com dois depósitos (Bertioga e Juquehy - em São Sebastião), 48 funcionários, administrados pelos filhos, deixou de trabalhar no ramo há oito anos. 

Em 1949, seu avô teve uma pensão, próxima ao Sesc, e ele conta que os lençóis eram feitos pela sua avó, todos de sacos de pano, já que os recursos eram escassos. “Quando comecei a estudar em Bertioga, onde é hoje a Casada Cultura, aos 10 anos, só havia uma sala de aula. Minha mãe morava no Sesc e na época de temporada levava os filhos dos funcionários de caminhão; na baixa, nos restava ir pela praia”.

Para Zeca, sua segunda “mãe” foi a dona Viturina, que dava aula de catequese na igreja e contribuiu com a educação de muitos em Bertioga. “Eu e outros dois meninos acompanhávamos o monsenhor Medeiros, para fazer a missa como coroinhas”, diz.

Assim como dona Viturina, outras pessoas foram de grande importância para a então vila. Ele comenta que dona Rosário, a parteira, era incansável,sempre disposta a ajudar, assim como a dona Maria Benzedeira.Para as dores do corpo também havia assistência na primeira farmácia de Bertioga. Uma casa construída de madeira, na qual as pessoas buscavam assistência de seu Humberto e dona Anésia. “Certa vez, fui mordido por um cachorro e até pontos levei, graças a eles”.

Foto: Arquivo familiar

Em suas lembranças, guarda especial consideração de Alberto Alves. “Gastava horas conversando com ele, porque me interessava ver a sua disposição. Ele foi responsável por disseminar o esporte, trazendo a primeira liga de futebol, o que rendeu homenagem com o seu nome no ginásio de esportes”.

 O futebol era a diversão principal dos garotos naqueles anos, o que contribuiu para o desenvolvimento de craques. Muitos foram  convidados a jogar em grandes times, porque os olheiros se hospedavam no Sesc. “Assim como outros meninos da minha época, fui chamado pelo Guarani [time de futebol de Campinas], e meu pai me deu uma surra porque o futebol não era como hoje, faltava incentivo”.  


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