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Para tristeza de uns e indiferença, ou mesmo desconhecimento, de outros, alguns nomes como Jardim Veleiros, Vila Itapanhaú, Chácaras City Mar, Rio Raso, Vila Agaó, não constam mais dos mapas de Bertioga. Desde dezembro do ano passado vigora a Lei Complementar n° 99, que oficializou o nome de 19 bairros no município e criou quatro regiões administrativas, denominadas de região sul, região central, região média e região norte, ao longo de seu território, com 42 quilômetros quadrados.

Foto: Dirceu Mathias


Mas, por que mexer com nomes tão antigos e já arraigados na memória da população de uma cidade? Ocorre que tais bairros, na verdade, eram apenas loteamentos implantados ao longo de décadas de ocupação da cidade, alguns com áreas tão pequenas que, de acordo com o estudo efetuado pela administração pública, iniciado em 2005, não justificava a denominação de bairro.


Outra necessidade premente para a criação e aprovação do abairramento foi a organização da área geográfica para receber o novo CEP (Código de Endereçamento Postal), já que, atualmente, a cidade conta com apenas um endereço, o 11.250-000, que vale para todo o município. Tal condição provoca conflitos na entrega de correspondência e outros serviços que necessitam do código, conforme o chefe de seção de Desenvolvimento Urbano do município, Nelson Portero, um dos responsáveis pelo projeto.

Foto: Shin Shikuma


Apenas esta iniciativa, contudo, não é suficiente e os bertioguenses terão que esperar um pouco mais. Além do abairramento, os Correios exigem do município o atendimento a outros requisitos, como explica Nelson: “A regra básica é o número da população; enquanto o IBGE não publicar que Bertigoa tem mais de 50 mil habitantes, os Correios não podem, legalmente, fazer um CEP desmembrado para o município”.


O último censo realizado pelo IBGE, em 2010, demonstra uma população de 47.572 habitantes. Em recente resposta à reportagem do Jornal Costa Norte, os Correios informaram, por meio de nota, que: “Quando esse pré-requisito for atendido, para que seja iniciado o processo de criação de novos CEPs, a prefeitura deve encaminhar aos Correios os mapas atualizados da cidade; o plano de abairramento aprovado; a lista de bairros e loteamentos; e a lista de logradouros com o número de suas respectivas leis de criação”.


Novos tempos


A maior mudança ocorreu mesmo na região central da cidade, que antes era subdividida em oito partes, cada qual com seu respectivo nome. Agora, todas elas foram agregadas e denominadas como Centro. Desta forma, saíram de cena os antigos: Vila, Jardim Veleiros, Jardim Lido, Vila Clipper, Vila Itapanhaú, Jardim Paulista e Parque Estoril. Ainda na região central, a localização habitualmente conhecida como Sesc e que abrange os loteamentos Rio da Praia, Rio Raso, Rio da Granja, Jardim Ana Paula e Mangue Seco, agora se chama Rio da Praia. 

Foto: Dirceu Mathias


Os demais bairros dessa região não sofreram muitas alterações em relação aos antigos nomes herdados dos loteamentos: Vicente de Carvalho II (atual Jardim Vicente de Carvalho); Jardim Albatroz (agora apenas Albatroz); Jardim São Rafael, (agora Jardim Raphael); e Maitinga e Vila Agaó, (agora apenas Maitinga). 


O curioso dessa região foi a criação de um novo bairro, o Buriqui Costa Nativa, uma área ainda verde, de 3,5 milhões de metros quadrados, localizada entre os bairros Rio da Praia e Jardim Raphael, na qual se pretende construir o loteamento Residencial e Complexo Turístico Buriqui Costa Nativa, em fase de licenciamento junto aos órgãos ambientais. “Ele já passou por todos os processos formais de licenciamento; está no aguardo de licença de implantação”, informou Portero.

Foto: Shin Shikuma


A região sul do município é composta por extensas áreas verdes e unidades de conservação, onde estão localizados os bairros Caiubura e São João; este último sofreu uma pequena alteração no nome, antes denominado Sítio São João.


Na região média, novas mudanças. Neste caso, são as chácaras que se unificaram em um único bairro, o Chácaras, que engloba as antigas Chácaras Vista Linda, Chácaras Itapanhaú e Chácaras Citymar. Em seguida, temos a Vista Linda, que abrange os antigos Jardim Vista Linda e Vista Alegre. Aqui, para os já conhecidos Jardim Indaiá, Riviera de São Lourenço, São Lourenço e Itaguaré, não houve grandes mudanças, agora são: Indaiá, Riviera e São Lourenço (que abrange a região de Itaguaré).

Foto: Mayumi Kitamura


Na região norte, uma nova surpresa, a área que antes comportava apenas dois nomes de “bairros”, Guaratuba e Boraceia, agora compreende quatro bairros oficias e mais a Terras Indígenas do Rio Silveira (antes Rio Silveira). É que os loteamentos Costa do Sol e Morada da Praia, antes conhecidos como condomínios, agora ganharam status de bairro. Diz Portero: “Nós não definimos os bairros arbitrariamente; fizemos as audiências nos bairros; ouvimos como os moradores queriam que fossem posicionadas as regiões onde eles moram. E neste caso, também há o fato de serem regiões com características específicas, sendo levado em conta como aquilo está geograficamente posicionado no município”.

Foto: Shin Shikuma


As regiões administrativas medem aproximadamente 20 km² cada e, segundo a prefeitura, servirão, a princípio, para mapear os investimentos municipais e, ainda, como preparação para o futuro, caso haja a necessidade de criação de um distrito ou uma subprefeitura, já que a divisão geográfica está pronta.


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