Bertioga em três tempos - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Deitada em berço esplêndido durante séculos, Bertioga emergiu para o mundo na década de 1980, quando grandes rodovias facilitaram o acesso do chamado turismo de massa, a última da Região Metropolitana da Baixada Santista a receber tal contingente. Até então, a dependência marítima fora responsável por seu isolamento, só quebrado por algumas famílias de pioneiros, que para cá vieram construir um futuro para si e seus dependentes. 

Bertioga testemunhou, nos idos da colonização do Brasil, grandes conflitos entre índios, portugueses e franceses. Acompanhou de perto a saída de naus, algumas das quais partiram para fundar as cidades de São Vicente e Rio de Janeiro. Foi importante centro baleeiro, depois pesqueiro, numa época em que os peixes constituíam não apenas a força de trabalho local, mas o item básico de alimentação. 

Tempos difíceis, sem luz, sem água encanada, sem serviços básicos de saúde. Foi, primeiro, o quintal de Santos, mais tarde, em 1944, tornou-se subdistrito santista, que o utilizava, basicamente, para ponto de atracação de pequenas embarcações de caiçaras, que percorriam grandes distâncias entre as cidades do litoral norte e Santos.

 Os parcos moradores locomoviam-se por meio das lanchas da então Cia. Docas de Santos, hoje Codesp, entre o porto e um pequeno terminal ferroviário de transporte do  pessoal de manutenção da Usina Hidrelétrica de Itatinga, com atracadouro às margens do rio Itapanhaú. Na década de 1930, chegou a Cia. Santense de Navegação, e a travessia entre Bertioga e Santos, pelo canal de Bertioga, conheceu grande melhora, ainda que o trajeto feito por barcas levasse cerca duas horas. 

Uma cidade se faz com grandes homens; pessoas de visão, empreendedoras, lutadoras. Como o falecido empresário Antônio Ermírio de Moraes, cuja família possuía um imóvel no bairro do Indaiá, e que abriu a primeira alternativa terrestre, no final de 1930, a estrada de rodagem entre a praia do Perequê, em Guarujá, e o canal de Bertioga, depois beneficiada pelo poder público e transformada na atual Guarujá-Bertioga, em 1954, quando passou à jurisdição do Departamento de Estrada de Rodagem - DER. Data também da inauguração do serviço de balsas.  

Bertioga passou a atrair visitantes em 1948, com a inauguração do primeiro polo de atração para turistas, a Colônia de Fé- rias Ruy Fonseca, o atual Sesc Bertioga. Em 1972, foi entregue a rodovia Rio-Santos (BR 101), outro grande impulso turístico para a cidade, posteriormente completado pela Mogi-Bertioga, em 1982, e pela construção da ponte sobre o rio Itapanhaú, inaugurada em 1984.

 A chegada de grandes contingentes de visitantes abriu perspectiva econômica para um grupo de empresários, que implantaram, a partir 1979, o megaempreendimento Riviera de São Lourenço, na praia da Enseada.

 Desenvolvimento gera anseios na população e a antiga ideia de emancipação, cujos germens surgiram ainda nos anos 50, pelos pioneiros, frutificou e, em 1991, quando por meio de plebiscito a população local, formada por 11.473 habitantes, decidiu pela separação da sede municipal santista. A criação do município foi oficializada pela Lei Estadual 7.664 de 30 de dezembro de 1991 e sua instalação deu-se em 1993, com posse de prefeito e vereadores.  


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