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O Forte São João e a Usina Itatinga constituem-se em relevantes exemplos da importância da cidade no contexto histórico e cultural, em âmbito regional e nacional.

 Ele representa uma rica fase dos primórdios do povoamento do Brasil, nos idos de 1532; ela, mais jovem, mas não menos importante, data do início do século XX, 1910. O Forte São João e a Usina de Itatinga, mais que patrimônios nacionais, são motivo de muito orgulho para os bertioguenses. Conheça a história destes dois gigantes.

Forte São João

Foto: Marcos Pertinhes

Após três décadas da chegada de Pedro Álvares Cabral em solo brasileiro, em 1531, o primeiro governador do Brasil Martin Afonso de Souza mandou recolher as velas de suas naus em frente às acolhedoras águas de Buriquioca, a antiga denominação de Bertioga. O fidalgo de D. João III retornava de longa viagem pelo Atlântico Sul e região do Rio da Prata, com o propósito de colonizar o Brasil - terra cobiçada por espanhóis e franceses.

Historiadores registram que Martin Afonso sentiu-se atraído pela beleza da região, mas foi convencido por João Ramalho a se deslocar para o sul, região de Tumiarú, onde fundou São Vicente, em 22 de janeiro de 1532. Antes de partir, no entanto, Martin Afonso mostrou-se prudente e homem de visão, ao deixar alguns homens encarregados da construção de uma guarnição em solo bertioguense, transformada, mais tarde, na primeira fortaleza do Brasil.

Foto: Marcos Pertinhes

A partir de 1532, as terras vicentinas, que compreendiam desde Peruíbe até o Rio de Janeiro, foram sendo povoadas. Bertioga era o limite do povoamento do colonizador, pois, além  daquele ponto, o domínio das terras virgens pertencia aos índios canibais tamoios e tupinambás.

A posição geográfica de Bertioga dava-lhe a condição de ponto estratégico de defesa da região e da Vila de São Vicente, o que motivou os portugueses a fortificá-la. Assim, a pequena paliçada, construída por Diogo Braga e seus filhos, em 1547, foi elevada à categoria de forte em 1557, para servir como ponto de defesa contra os ataques indígenas e de corsários.  

Usina de Itatinga  

Foto: Marcos Pertinhes

 Sua história começa a se desenhar ainda no período do Império, mais exatamente em 1888, quando o grupo Gaffrée e Guinle, de Eduardo Guinle e Cândido Gaffrée, donos da então Companhia Docas de Santos, conseguiu, por decreto imperial, uma concessão para a construção de um cais na cidade de Santos. Nascia, assim, o porto de Santos, um dos maiores do mundo. Nesse período, o café estava no auge e tanto o porto quanto a sua movimentação de cargas só aumentavam. A empresa Docas resolveu investir na construção de uma usina elétrica a vapor, no próprio cais. O que também não foi suficiente.

Assim, o grupo entrou no século XX com um objetivo desafiador: construir sua própria usina hidrelétrica. Autorização do governo concedida, a empresa partiu em busca da área ideal para receber o grande projeto. A 30 km de distância do novo porto, a existência de um manancial na bacia onde nasce o rio Itatinga e o clima úmido da região de Bertioga foram determinantes para a compra da Fazenda Pelaes, em 1902. A construção da usina começou em 1904, com todo equipamento e mão de obra transportados pelo mar. Para seguir com esse material até o ponto escolhido para a implantação da usina, foi vencido mais um desafio: a construção de uma linha férrea, com 8 km de extensão.

Foto: Marcos Pertinhes

 Em seguida, sentiu-se a necessidade de outro projeto: criar um núcleo residencial funcional para abrigar os funcionários e seus familiares, devido às dificuldades de acesso. Assim surgiu a Vila de Itatinga, com casas, empório, posto médico, escola e áreas de lazer.  

Instalados, os trabalhadores enfrentaram dia após dia os desafios de uma região ainda inóspita. A partir de 1909, o porto de Santos fez o primeiro uso experimental de energia com tensão de 44.000 volts, em substituição aos equipamentos a vapor até então utilizados na iluminação dos edifícios, no funcionamento das bombas e em todas as demais dependências. Em 1910, a Usina Hidrelétrica de Itatinga foi inaugurada. Uma grande vitória da engenharia nacional.

Foto: Marcos Pertinhes

 Se, por um lado, a fortaleza que se encontra na região central da cidade, na praia da Enseada, é aberta ao público, e um dos pontos mais visitados, por outro, o acesso à Vila de Itatinga, onde está localizada a centenária usina, está proibido desde setembro de 2012, devido a um surto de malária que atingiu 12 pessoas.  



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