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“Escrevo para reverenciar minha terra e as pessoas com quem convivi e que tornaram possível a externalização de minhas memórias através dos textos em prosas e versos. Confesso que o motivo principal dos meus textos é a minha vivência caiçara, que prezo como o maior título da minha vida”, com esta frase o bertioguense Miguel Bichir, 63 anos, sintetiza o conteúdo do livro Olhar Caiçara - Imagens e Palavras, elaborado em parceria com o fotógrafo Du Zuppani, em fase de curadoria e previsto para ser lançado em novembro.

Foto: Reprodução Aline Pazin/JCN


Membro de uma das mais tracionais famílias da cidade, e com íntima relação com o mar, Miguel Bichir reúne em seus textos histórias sobre pescas e pescadores antigos da cidade. Também mostra os detalhados procedimentos para se construir um cerco para a pesca da tainha, prática comumente utilizada por pescadores no período em que Miguel era criança, e que ainda perdurou, até cerca de dois anos atrás, em Guaratuba, por meio da família Pinto. Ele explica que se trata de um livro memorialístico. “É a minha visão de menino e o trajeto até a minha maturidade, sobre as minhas raízes”.

Foto: Reprodução Aline Pazin/JCN


Miguel escreve muito; tem um vasto conteúdo de textos produzidos ao longo de anos, com suas memórias traduzidas em versos e prosas. E, como explica, vem reunindo material sem uma sequência lógica, para posteriores produções.

Foto: Reprodução Aline Pazin/JCN



“A grande indagação que eu me faço é se existe uma cultura caiçara e eu respondo que não. Acabou! E esse processo é irreversível”. Esta é uma reflexão que ele faz sobre as mudanças ocorridas na região onde nasceu e vive. “A especulação imobiliária, as estradas, tudo isso serviu para mudar o modo de vida das pessoas. Quando éramos ilhados [período em que a cidade não tinha acessos por terra] era mais fácil manterem-se as tradições”, reflete o bertioguense nato, que, como conta, nasceu em uma casa muito pobre, mas cheia de livros.



“A grande indagação que eu me faço é se existe uma cultura caiçara e eu respondo que não.



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